PERGUNTAS FREQUENTES DO NIT

DÚVIDAS GERAIS

O que é NIT?

NIT (Núcleo de Inovação Tecnológica), segundo a Lei Mineira de Inovação (Lei no 17.348, de 17 de janeiro de 2008) consiste em núcleo ou órgão constituído por uma ou mais Instituição Científica e Tecnológica com a finalidade de gerir sua política de inovação.
No âmbito da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais(EPAMIG), o NIT é a Divisão de Inovação e Propriedade Intelectual (DVIP), vinculada ao Departamento de Transferência de Tecnologias (DPTT).

Conforme a Deliberação da DREX/EPAMIG 675 compete à DVIP orientar e conduzir todos os trâmites legais, previstos nas legislações, envolvendo contratos de transferência de tecnologia, registro, concessão e manutenção dos direitos relativos à propriedade intelectual.

Quais são as principais normas que regem a gestão da Propriedade Intelectual, Transferência de Tecnologia e Inovação no âmbito da EPAMIG?

Desejando conhecer as normas relacionadas ao contexto da Propriedade Intelectual (PI) no âmbito da EPAMIG, como, por exemplo, os órgãos responsáveis pela gestão da PI na Empresa, qual o montante destinado aos inventores/autores dos benefícios pecuniários advindos da comercialização, transferência, concessão de licença que envolva PI, como se dá o processo de transferência de tecnologia, de compartilhamento de laboratório na EPAMIG, entre outras questões, basta ter acesso às normas internas que regulam a matéria.

O que é Propriedade Intelectual?

Propriedade intelectual pode ser compreendida como o direito de pessoa, física ou jurídica, sobre um bem incorpóreo móvel (DI BLASI, 2005). Assim sendo, a propriedade intelectual corresponde ao direito sobre criações intelectuais, por determinado período de tempo, estabelecido de acordo com os preceitos legais. Esse direito exclusivo, advindo da propriedade intelectual, abrange as criações artísticas, literárias, tecnológicas e científicas.

Qual a vantagem da Propriedade Intelectual?

A propriedade intelectual confere ao autor, inventor e/ou titular do conhecimento protegido o poder sobre as criações. O poder concedido permite aos mesmos executarem procedimentos com intuito de resguardarem os seus direitos, como: proibir terceiros, sem o seu consentimento, de produzir, utilizar, vender ou importar a sua invenção, modelo de utilidade ou desenho industrial; impedir que terceiros reproduzam ou imitem a sua marca; tomar medidas contra aqueles que estejam fabricando, importando, exportando, vendendo, expondo, oferecendo à venda ou mantendo em estoque produto que apresente falsa indicação geográfica; entre outros.
Além de garantir o direito de propriedade e exclusividade ao titular da criação intelectual, proporcionando-o os meios de defesa contra apropriação indevida do seu conhecimento por parte de terceiros e o privilégio da exclusividade na exploração da criação, a proteção da propriedade intelectual permite que uma nação promova a inovação e a divulgação dos conhecimentos, equilibrando os interesses do inventor, autor e/ou titular e as necessidades gerais da sociedade.
Se por um lado o Sistema de Proteção à Propriedade Intelectual representa a concessão de um monopólio, por outro traz importantes vantagens para a sociedade, tais como:

a) disponibilidade de informações contidas nos documentos de patente, uma vez que 70% das tecnologias geradas encontram-se somente nestes documentos;
b) utilização das informações em pesquisa e desenvolvimento abrangendo vários campos do conhecimento;
c) direcionamento da investigação evitando redescobertas e economizando recursos;
d) monitoramento de concorrentes;
e) economia de até 30% no orçamento de pesquisa;
f) sistema de consultas oficiais, por acesso à Base de Dados on-line, através de sites específicos como o do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e diversos sites internacionais.

O que é INPI?

O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, responsável por: Registros de Marcas, Programas de Computador, Desenhos Industriais, Indicações Geográficas, Topografia de Circuitos Integrados e Concessão de Patentes, entre outros.

O que é SNPC?

O SNPC, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAP), trata-se do Serviço Nacional de Proteção de Cultivares, a quem compete a proteção de cultivares no Brasil, conforme Lei nº 9.456, regulamentada pelo Decreto nº 2.366, de 5 de novembro de 1997.

O que é BN?

A BN trata-se da Fundação Biblioteca Nacional, responsável pelo registro e averbação de direitos de autor.

DÚVIDAS SOBRE PATENTES

Como verificar se uma invenção é patenteável?

Segundo o artigo 8° da Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96) é patenteável a invenção que atenda aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Ainda, segundo o artigo 24° da referida Lei, o pedido de patente deverá ser suficientemente descrito, de modo a possibilitar a sua realização por técnico no assunto.

Qual a diferença entre patente de invenção e de modelo de utilidade?

Patente de invenção corresponde a produto e/ou processo que não existe no estado da técnica, ou seja, que não é de domínio público e que atende aos requisitos de novidade, atividade inventiva e aplicação industrial. Já a patente de modelo de utilidade corresponde somente a objeto de uso prático ou parte deste, não podendo ser, portanto, um processo. Para ser um modelo de utilidade, o objeto deverá ser suscetível de aplicação industrial, deverá envolver ato inventivo e melhoria funcional no seu uso ou em sua fabricação.

É possível patentear uma marca?

Marcas não são passíveis de proteção por meio de patentes, porém é possível protegê-las por meio de registro. O registro de marca, assim como a proteção por patentes, é realizado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

É possível patentear uma planta?

Marcas não são passíveis de proteção por meio de patentes, porém é possível protegê-las por meio de registro. O registro de marca, assim como a proteção por patentes, é realizado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial.

O que é INPI?

O INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) é uma autarquia federal vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, responsável por: Registros de Marcas, Programas de Computador, Desenhos Industriais, Indicações Geográficas, Topografia de Circuitos Integrados e Concessão de Patentes, entre outros.

Posso publicar um resumo relacionado à tecnologia a ser patenteada em um evento (Simpósio, congresso, reunião anual, etc...)?

Não é recomendável, porém se houver necessidade da divulgação anterior e para que a novidade não seja prejudicada existe o Período de Graça, que permite tal divulgação antes de 12 meses do depósito para as Invenções e Modelos de Utilidade. Contudo, cabe salientar que nem todos os países possuem o Período de Graça.

Posso patentear um micro-organismo que foi isolado pela equipe do meu laboratório?

No Brasil isto não é possível. De acordo com o artigo 10 da Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96), o todo ou parte de seres vivos naturais e materiais biológicos encontrados na natureza, ou ainda que dela isolados, inclusive o genoma ou germoplasma de qualquer ser vivo natural e os processos biológicos naturais não são considerados invenção nem modelo de utilidade.

No âmbito da EPAMIG, caso ocorra o licenciamento de um pedido de patente ou de uma patente em que sou um dos inventores ou de cultivares, quanto irei receber?

A Deliberação 626 normatiza a distribuição dos ganhos econômicos relativos à transferência de tecnologias abrangidas pela Proteção da Propriedade Intelectual, Transferência de Tecnologia e Inovação no âmbito da EPAMIG.
De conformidade com a referida norma, os ganhos econômicos pela transferência de tecnologias serão partilhados na proporção de 10% para a Sede da EPAMIG, com o objetivo de pagamento das taxas referentes à manutenção dos títulos de propriedade Intelectual, 80% para a Unidade Regional onde foi desenvolvida a tecnologia e 5% para o pesquisador ou grupos de pesquisadores. Os royalties auferidos são devidos anualmente com o licenciamento de uma tecnologia. A divisão desses 5% ao grupo de pesquisa, ou seja, os autores/inventores deverá ser estipulada no contrato de autores/inventores que é assinado antes do depósito do pedido de patente.

Quanto custa patentear uma tecnologia? 

Alguns custos são fixos, outros não, mas em média o total a ser pago, no mínimo, durante os 20 anos de vigência da patente de uma invenção, é de R$ 10.000,00, considerando as taxas de solicitação de busca, depósito do pedido de patente, pedido de exame técnico, cumprimento de exigência, cumprimento de manifestação, expedição de carta-patente e anuidades. Salienta-se que nos casos em que a titularidade da tecnologia é da EPAMIG cabe à instituição, a princípio, todos os custos.

Qual a vigência de uma patente?

Patente de invenção vigora pelo prazo de 20 anos e a patente de modelo de utilidade pelo prazo de 15 anos, contados da data do depósito. De forma geral, a partir da data de concessão da patente, o prazo de vigência não é inferior a 10 anos para uma patente de invenção e a 7 anos para uma patente de modelo de utilidade.

Qual o território de proteção da Patente?

A Patente é válida somente em todo o território nacional (princípio consagrado pela Convenção da União de Paris - CUP). A existência de Patentes regionais (ex: Patente Européia) não constitui exceção ao princípio, pois são resultantes de acordos regionais específicos.

DÚVIDAS SOBRE MARCAS

Que procedimentos devem ser adotados para solicitar o pedido de registro de uma marca?

Inicialmente deve-se efetuar uma busca na base de pesquisa de marcas do INPI para verificar se a marca encontra-se com pedido ou registro no referido INPI. Essa busca pode ser reforçada com uma pesquisa no mercado, considerando o artigo 124 da Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96) no que tange aos sinais não registráveis como marca.
Sendo viável o registro e após pagamento de taxa inicial, efetua-se o depósito do pedido de registro da marca preenchendo e enviando formulário eletrônico por meio do site do INPI. Salienta-se que após o depósito o pedido de registro deve ser acompanhado semanalmente na Revista do INPI.

Qual é a natureza de uma marca?

A marca, quanto à sua natureza, pode ser de produto, de serviço, coletiva ou de certificação.
Marca de Produto ou de Serviço é aquela usada para distinguir produto ou serviço de outros idênticos, semelhantes ou afins, de origem diversa.
Marca Coletiva é aquela destinada a identificar e distinguir, no mercado, produto ou serviço proveniente de membros de uma pessoa jurídica representativa de uma coletividade, de outros produtos ou serviços iguais, semelhantes ou afins, de procedência diversa.
Marca de Certificação é aquela usada para atestar a conformidade de um produto ou serviço com determinadas normas, padrões ou especificações técnicas, notadamente quanto à qualidade, natureza, material utilizado e metodologia empregada.

Pessoa física pode requerer o registro de uma marca?

A pessoa física pode requerer o registro de marca, desde que comprove a atividade exercida, através de documento comprobatório, expedido pelo órgão competente. Verifica-se a habilitação profissional diante do órgão ou entidade responsável pelo registro, inscrição ou cadastramento.

Qual é o custo do registro de uma marca?

Alguns custos são fixos, outros não, mas em média o total a ser pago, considerando até a solicitação da primeira prorrogação do registro de uma marca, é de R$ 805,00.

Qual a vigência de um registro de marca?

O registro de marca vigorará pelo prazo de dez anos, contados da data da concessão do registro, prorrogáveis por períodos iguais e sucessivos.

Qual o território de registro de marca?

A proteção conferida pelo INPI não transcende os limites territoriais do País e somente nesse espaço físico é reconhecido o direito de propriedade e a exclusividade de uso da marca registrada.

DÚVIDAS SOBRE PROGRAMAS DE COMPUTADOR

Como faço para um programa de computador desenvolvido e qual a documentação a ser apresentada

Para fazer o registro de programa de computador devem ser apresentados dois tipos de documentação, uma formal e outra técnica.
A parte formal consiste na apresentação dos seguintes documentos: o Formulário de Pedido de Registro preenchido e Guia de Recolhimento da União paga. Caso os criadores não sejam os titulares, deverá ser apresentado um documento que comprove o direito deste titular, que pode ser um documento de cessão de direitos, contrato de trabalho, de prestação de serviços, estatutário, bolsista ou estagiário. Se o programa for uma modificação de um outro programa já existente, deverá ser apresentado também um documento de autorização do titular do programa. Caso a documentação técnica, ou seja, o código fonte ou objeto, seja apresentado em mídia eletrônica, também deverá ser apresentada uma autorização para a cópia do programa.
A parte técnica consiste na apresentação, em duas vias, da listagem integral ou parcial do código fonte ou objeto.
Se a opção for pela apresentação desta documentação em papel, esta listagem deve ser colocada nos envelopes do invólucro que é utilizado para o depósito do pedido. É necessário que a parte da listagem especifique o programa e seja capaz de caracterizar a criação independente e identificar o seu programa. A documentação técnica, que fica guardada no INPI é utilizada quando há uma ação judicial. Desta forma, devem ser apresentadas as partes importantes do programa; aquelas que levariam as pessoas a copiar o seu programa, a parte inventiva.
Se a opção for pela mídia eletrônica, o código fonte deverá ser gravado em PDF em dois CDs ou DVDs. Estes deverão ser colocados em caixas plásticas para protegê-los e cada um em um envelope SEDEX e fechados. As mídias deverão ser não regraváveis e os dados não podem estar protegidos por qualquer tipo de senha, tendo em vista que estes serão copiados pelo INPI numa etapa futura.
Tanto o invólucro, com seus envelopes, quanto os envelopes SEDEX são utilizados para que o programa possa ser mantido em sigilo e inviolável.

Qual a vigência do direito conferido ao titular de um programa de computador?

A validade dos direitos para quem desenvolve um Programa de Computador é de 50 anos, contados a partir de 1º de janeiro do ano subseqüente ao da sua data de criação.

Qual é a data de criação de um programa de computador?

A data de criação é aquela na qual o Programa tornou-se capaz de executar a função para a qual foi projetado.

Qual é a validade territorial do direito conferido ao titular de um programa de computador?

O registro de Programa de Computador é opcional e o direito é reconhecido internacionalmente pelos países que assinaram o TRIPS e desde que seja cumprida a legislação nacional.

Se por lei o registro de um programa de computador não é obrigatório, qual é a sua importância?

Em se tratando de obras protegidas pelo Direito Autoral, o direito nasce com a obra. Sendo assim, ele é independente de qualquer Registro, por isso o Registro não pode ser obrigatório. No entanto, em caso de litígio este certificado comprova a autoria do Programa, assegurando, até prova em contrário, os direitos do autor, conferindo segurança jurídica aos negócios.

DÚVIDAS SOBRE DESENHOS INDUSTRIAIS

O que é desenho industrial?

Desenho Industrial é a forma plástica e ornamental de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial.

Como depositar o pedido de registro de Desenho Industrial? 

Para depositar um pedido de registro de desenho industrial junto ao INPI é necessário confeccionar os seguintes documentos:

. Requerimento de acordo com o modelo 1.06 (Depósito de registro de desenho industrial);

. Figuras (Desenhos ou fotografias);. Comprovante de pagamento da retribuição relativa ao depósito;
. Relatório descritivo, se for o caso;
. Quadro reivindicatório, se for o caso;. Campo de aplicação do objeto, se for o caso. Deve-se observar que o Campo de Aplicação deverá especificar em quais produtos, ou linhas de produtos, tais padrões deverão ser aplicados.

O quadro reivindicatório é facultativo.

As figuras (desenhos ou fotografias) são obrigatórias na medida em que delimitam a proteção conferida ao registro. Podem ser apresentadas em preto e branco ou coloridas.
Quando se tratar de um objeto tridimensional é necessária a apresentação da vista em perspectiva.
Os documentos deverão ser apresentados em 6(seis) vias, que ficarão à disposição do INPI.

Qual é a vigência do registro de um desenho industrial?

O Registro de Desenho Industrial poderá vigorar pelo prazo máximo de 25 anos contados da data do depósito, sendo o período de duração mínimo de 10 anos prorrogáveis por mais 3 períodos sucessivos de 5 anos cada.

Qual é o território de proteção do registro?

O Registro de Desenho Industrial é válido somente em todo o território nacional (princípio consagrado pela Convenção da União de Paris - CUP).

É possível divulgar um objeto ou um padrão ornamental em feiras, seminários e congressos antes de depositá-lo?

É preferível sempre depositar antes. Contudo, se houver necessidade da divulgação anterior e para que a novidade não seja prejudicada existe o Período de Graça, que permite tal divulgação antes de 180 dias para Registro de Desenho Industrial.

DÚVIDAS SOBRE DIREITOS AUTORAIS

O que são direitos autorais?

Os Direitos Autorais protegem os programas de computador, regulados pela Lei nº. 9.609/98, cujo registro é realizado pelo INPI; protegem também as obras intelectuais reguladas pela Lei nº. 9610/98, cuja política está a cargo do Ministério da Cultura e seu registro realizado conforme a natureza da obra, sendo os seguintes os órgãos de registro:

Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Fundação Biblioteca Nacional (FBN): registro de obras literárias, desenhos e músicas;
Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA): registro de obras de engenharia, arquitetura e urbanismo;
Escola de Belas Artes da Empresa Federal do Rio de Janeiro: registro de obras de artes visuais;
Escola de Música da Empresa Federal do Rio de Janeiro: registro de obras musicais.

O registro autoral é obrigatório?

Não, o registro não é obrigatório. O registro no campo autoral tem conteúdo meramente declaratório e não constitutivo como ocorre no direito de propriedade industrial em geral.

- Como e para onde devo encaminhar as obras que desejo registrar?

Todas as obras a serem encaminhadas para registro deverão ser apresentadas em exemplar legível, devidamente numerado e com cada página rubricada pelo(s) autor(es) requerente(s), e na forma encadernada para uma melhor conservação do mesmo. As obras encaminhadas para registro ficarão sob a guarda do Escritório de Direitos Autorais e estarão acessíveis somente ao autor/titular ou seu procurador devidamente autorizado. Todos os registros devem ser encaminhados juntamente com o Formulário de Requerimento para Registro e/ou Averbação, preenchido em letra de forma, datado e assinado conforme a assinatura da identidade do (a) requerente (anexar sempre a cópia legível do CIC/RG dos autores requerentes).

Os documentos para registro deverão ser encaminhados para a Divisão de Inovação e Propriedade Intelectual (DVIP) que providenciará a instrução e acompanhamento do processo.

A forma mais rápida e segura para a remessa do material é o SEDEX.

Qual o custo para registro e as formas de pagamento do mesmo?

O valor da taxa para cada registro solicitado e os dados sobre a forma de pagamento podem ser encontrados no link direto http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=29. As taxas deverão ser encaminhadas juntamente com cada processo de solicitação de registro.

Quais as obras intelectuais que são passíveis de serem protegidas pelo direito autoral?

Os textos de obras literárias, artísticas ou científicas; as conferências, alocuções, sermões e outras obras da mesma natureza; as obras dramáticas e dramático-musicais; as obras coreográficas e pantomímicas, cuja execução cênica se fixa por escrito ou por outra qualquer forma; as composições musicais tenham ou não letra (poesia); as obras audiovisuais; sonorizadas ou não, inclusive as cinematográficas; as obras fotográficas e as reduzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia; as obras de desenho, pintura, gravura, escultura, litografia e arte cinética; as ilustrações, cartas geográficas e outras obras da mesma natureza; os projetos, esboços e obras plásticas concernentes à geografia, engenharia, topografia, arquitetura, paisagismo, cenografia e ciência; as adaptações, traduções e outras transformações de obras originais, apresentadas como criação intelectual nova; as coletâneas ou compilações, antologias, enciclopédias, dicionários, bases de dados e outras obras que, por sua seleção, organização ou disposição de seu conteúdo, constituam uma criação intelectual.

O que não é protegido como direitos autorais?

As ideias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais; os esquemas, planos ou regras para realizar atos mentais, jogos ou negócios; os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de informação, científica ou não, e suas instruções; os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais; as informações de uso comum tais como calendários, agendas, cadastros ou legendas; os nomes e títulos isolados; o aproveitamento industrial ou comercial das idéias contidas nas obras.

DÚVIDA SOBRE CULTIVARES

O que é uma cultivar?

Segundo a Lei N° 9.456/97, conhecida como Lei de Proteção de Cultivares, cultivar é a variedade de qualquer gênero ou espécie vegetal superior que seja claramente distinguível de outras cultivares conhecidas por margem mínima de descritores, por sua denominação própria, que seja homogênea e estável quanto aos descritores através de gerações sucessivas e seja de espécie passível de uso pelo complexo agro-florestal, descrita em publicação especializada disponível e acessível ao público, bem como a linhagem componente de híbridos.

Quais são os requisitos para a proteção de uma cultivar?

A cultivar passível de proteção deve: ser produto de melhoramento genético; ser de uma espécie passível de proteção no Brasil; não haver sido comercializada no exterior há mais de 4 anos, ou há mais de 6 anos, no caso de videiras ou árvores; não haver sido comercializada no Brasil há mais de doze meses; ser distinta; ser homogênea e ser estável.

No Brasil qual é o órgão competente para a proteção de cultivares?

No Brasil, o órgão competente para a aplicação da lei e para acatar os pedidos de proteção de cultivares é o Serviço Nacional de Proteção de Cultivares - SNPC, vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O SNPC está ligado ao Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária - DEPTA - da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo - SDC - e tem como área de suporte o Laboratório de Análise, Diferenciação e Caracterização de Cultivares - LADIC.

Qual é a diferença entre obtentor, melhorista, requerente e titular?

O obtentor é o financiador da pesquisa, o detentor dos direitos patrimoniais decorrentes da proteção de cultivar. O melhorista é o criador, detentor dos direitos morais. Portanto, o obtentor, por direito, pode requerer a proteção da cultivar. A partir disso, e durante o processo de análise do pedido de proteção, o obtentor identifica-se como requerente. Após a concessão da proteção da cultivar o requerente torna-se titular da mesma. O titular pode transferir seus direitos sobre uma cultivar para uma outra pessoa. Podem ocorrer sucessivas transferências de direito, mas nunca haverá alteração do obtentor ou dos melhoristas.

Qual a vigência da proteção de uma cultivar?

No Brasil, o prazo de proteção é de 15 anos para a maioria das espécies, principalmente de grãos (oleaginosas, cereais e outras). Para as videiras, árvores frutíferas, árvores florestais e árvores ornamentais, incluindo seus porta-enxertos, esse prazo estende-se para 18 anos.

Quanto custa para proteger uma cultivar?

Os gastos do titular de uma cultivar protegida, cuja vigência da proteção é de 15 anos, gira em torno de R$ 6.800,00.

Quais são as etapas para requerimento de uma cultivar junto ao SNPC? 

São vantagens da Lei de Proteção de Cultivares:

a) o sistema de proteção de cultivares proporciona à pesquisa agropecuária brasileira maior poder no momento da negociação de projetos que, através da biotecnologia, farão a inserção de genes patenteados nas melhores cultivares do mercado;
b) a proteção de cultivar deve incentivar a formação de parcerias mais equilibradas;
c) possibilidade de melhor retorno financeiro, devido ao controle eficaz do material de propagação das cultivares;
d) deve incentivar maiores investimentos tanto na pesquisa quanto na produção de sementes de melhor qualidade;
e) possibilidade de ocorrer um aumento nos investimentos privados no melhoramento genético de plantas e, conseqüentemente, na oferta de novos e competitivos materiais para uso dos produtores;
f) incremento das ações de cooperação entre a iniciativa pública e privada, para desenvolvimento de novas cultivares;
g) possibilidade de aumento na arrecadação de recursos para financiamento de parte das ações de pesquisa, identificadas pelas instituições públicas;
h) incentivo ao intercâmbio tecnológico entre países;
i) modernização da estrutura do setor sementeiro;
j) fortalecimento das parcerias atrativo para organização do mercado de sementes através da qualidade de produção e distribuição, associado a um eficiente sistema de cobrança de royalties e taxas tecnológicas;
k) alianças/parcerias com empresas de biotecnologia para inserção de características genéticas que contenham novas tecnologias, possibilitando diminuir custos de produção e agregação de
valor;
l) a título de incentivo se dará o repasse de taxas tecnológicas.