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EPAMIG ILCT recebe comitiva da Fiocruz para fortalecer pesquisas em leite humano

EPAMIG ILCT recebe comitiva da Fiocruz para fortalecer pesquisas em leite humano

Convênio entre as instituições vai promover aplicação e transferência de tecnologias capazes de salvar vidas de bebês prematuros

 –  Fonte:  EPAMIG ASCOM

Equipes da EPAMIG ILCT e Fiocruz em frente ao prédio do Instituto, em Juiz de Fora. Foto: Marcelo Ribeiro/Epamig ILCT

(Juiz de Fora – 8/3/2024) O Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), recebeu uma comitiva da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com o objetivo de consolidar um convênio entre as instituições e, assim, fortalecer as pesquisas sobre leite humano realizadas no Instituto.

Durante o encontro, que ocorreu ao longo desta quinta-feira (7/3), os participantes discutiram detalhes para a oficialização de um convênio entre a EPAMIG ILCT, a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR/Fiocruz) e o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), que auxiliará na transferência de tecnologias a serem aplicadas em bancos de leite humano de todo o país.

“Discutimos formas de viabilizar esse convênio o mais rápido possível, pois ele vai facilitar a captação de recursos para as pesquisas em leite humano e também o trânsito de pesquisadores entre as instituições, para o acompanhamento dos trabalhos”, detalha a professora e pesquisadora da EPAMIG ILCT, Denise Sobral.

Foto: Marcelo Ribeiro/Epamig ILCT

O leite humano representa a única garantia de sobrevivência para muitos bebês prematuros ou recém-nascidos em tratamento, pois seus sistemas digestivos ainda não estão formados, o que impede a alimentação via leite de vaca ou fórmulas infantis.

“Há uma quantidade imensa de recém-nascidos prematuros, de baixo peso, cuja evolução clínica depende da nossa capacidade de responder às suas necessidades nutricionais com soluções inovadoras que acelerem o processo de recuperação e possam contribuir para a redução da mortalidade infantil”, explica João Aprígio de Almeida, coordenador da rBLH-BR/Fiocruz.

A rede, segundo ele, atende mais de 250.000 bebês prematuros por ano no Brasil, por meio do armazenamento e doações de leite humano. “O que mais precisamos neste momento é a aplicação imediata de conhecimentos e tecnologias já desenvolvidos, tirando-os das páginas de artigos e colocando-os na vida prática. Nesse sentido, o ILCT, com toda sua trajetória e capacidade técnico-científica, é seguramente capaz de desenvolver soluções que poderão salvar muitas vidas”, finaliza João Aprígio.

Pesquisadora utilizando aplicativo desenvolvido pela equipe da EPAMIG ILCT para cálculos e conversões instantâneas. Foto: Marcelo Ribeiro/Epamig ILCT

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trabalhos da EPAMIG ILCT auxiliam bancos de leite

Atualmente, existem três projetos de pesquisa sobre leite humano em andamento na EPAMIG ILCT: “Desenvolvimento de metodologia para enriquecimento de leite humano hipocalórico”, “Desenvolvimento de kit analítico para determinação rápida e simultânea de acidez titulável e proteína em leite humano” e “Adaptação do processo de homogeneização para leite humano”, coordenados, respectivamente, pelas professoras-pesquisadoras Kelly Correa, Gisela Machado e Denise Sobral.

Algumas das tecnologias desenvolvidas pela EPAMIG ILCT já apresentaram resultados positivos em análises laboratoriais e começarão a ser aplicadas nos bancos de leite humano ao longo de 2024.

“Desenvolvemos uma técnica para detectar o valor de proteína nos bancos de leite que fornece resultados na hora, o que vai agilizar muito os processos de análise nos bancos de leite humano, que poderão ter mais essa informação que é muito importante para os bebês”, detalha Denise. “Nosso outro trabalho, sobre homogeneização, também já gerou resultados positivos importantes. Segundo nossas análises em laboratório, verificamos que a homogeneização é eficiente, mesmo no leite congelado e estocado durante seis meses, que é a validade padrão do leite humano”, conclui a professora.