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Responsável pela torrefação de cafés da EPAMIG vence Campeonato Brasileiro de Torra

Responsável pela torrefação de cafés da EPAMIG vence Campeonato Brasileiro de Torra

Competição, organizada pela BSCA, aconteceu na última semana em Varginha (MG)

(Machado – 15/5/2026) O Mestre de Torra da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Fábio Milan Pereira, conquistou, na última semana, o Campeonato Brasileiro de Torra 2026. A competição, realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), aconteceu entre os dias 6 e 8 de maio, no Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), em Varginha (MG).

Na avaliação, o júri concluiu que Fábio foi o profissional que entregou o café especial com melhor perfil sensorial e o que mais se manteve fiel ao plano de torra que apresentou. A vitória o credencia a representar o Brasil no World Coffee Roasting Championship 2026, mundial da categoria, que será no mês de junho, em Bruxelas, na Bélgica.

“Estou muito feliz com a oportunidade. Lá, poderei representar a EPAMIG, o Núcleo de Estudos em Qualidade e Indústria do Café (Nequali) do Instituto Federal de Machado (IF), do qual faço parte, a minha cidade Machado, e os produtores e a cafeicultura brasileira de modo geral”, afirma.

O Campeonato Brasileiro de Torra foi a segunda competição disputada por Fábio. No final do mês de abril, ele participou do Campeonato Regional em Andradas e conquistou o segundo lugar.

Aos 21 anos, ele cursa Agronomia no IF Machado e atua na EPAMIG há quase três anos, sendo o responsável pelo processo de torra de todo o café produzido no Campo Experimental do município e, eventualmente, em outras unidades da Instituição.

Apesar de vir de uma família de cafeicultores, Fábio conta que não pretendia trabalhar com a cultura. Sua ideia era cursar Medicina Veterinária.

“Eu tinha essa ligação com a colheita, a secagem e a limpeza do café, mas não com a pós-colheita. O meu contato com qualidade do café se iniciou durante o curso técnico em Agropecuária do IF quando foi convidado a participar dos grupos de estudos, fui conhecendo e isso me motivou a querer ficar na área e buscar mais oportunidades”, lembra.

O que faz um Mestre de Torra?

Fábio Milan explica que a função de Mestre de Torra exige domínio técnico da máquina e interpretação das características do grão, de forma a extrair o máximo de qualidade que o café pode entregar na xícara.

“A gente tem que estudar aquele café, onde foi produzido, como foi produzido, os processos envolvidos, a pós-colheita. Enfim, entender a origem. O processo de torra envolve variáveis da máquina e do sensorial. No caso do café, as fases de secagem, a caramelização e o desenvolvimento, e nos torradores, os ajustes do tambor, do fluxo de ar e a fonte de energia”, comenta.

O plano de torra compreende aquilo que se espera do café, temperatura de entrada e saída, rendimento, coloração, o que vai acontecer no torrador e também o sensorial, doçura, acidez, tempo do retrogosto.

“Obviamente, antes de montar um plano de torra para um concurso, eu tenho que ter provado esse café pelo menos uma vez, para saber quais as notas básicas dele e fazer uma torra específica”, detalha Fábio.

Cafés EPAMIG

Os cafés gourmets da EPAMIG são comercializados pelos empórios próprios em Belo Horizonte e Juiz de Fora. O produto também é fornecido a órgãos como a Defensoria Pública, o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, a Assembleia Legislativa e o Gabinete Militar do Governador de Minas Gerais. Além de alguns escritórios regionais da Emater-MG e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).