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EPAMIG avança na estruturação da Coleção Microbiana dos Queijos Artesanais com cooperação internacional

EPAMIG avança na estruturação da Coleção Microbiana dos Queijos Artesanais com cooperação internacional

Visita do presidente da World Federation for Culture Collections (WFCC) contribui para a definição de diretrizes

(São João del-Rei – 6/2/2026) O Centro de Pesquisa e Treinamento em Queijos Artesanais da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), localizado em São João del-Rei, recebeu, na última semana, a visita do professor Nelson Lima, presidente da World Federation for Culture Collections (WFCC) e diretor da Micoteca da Universidade do Minho, em Portugal.

O encontro faz parte das ações do projeto “Estudo do fermento endógeno dos Queijos Artesanais em Minas Gerais: do uso empírico ao conhecimento científico e tecnológico”, coordenado pelo pesquisador Daniel Arantes Pereira e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

Durante a visita, o professor conheceu as estruturas físicas e laboratoriais destinadas à futura coleção microbiana. O coordenador do projeto Daniel Arantes e a chefe do Departamento de Pesquisa e do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da EPAMIG, Cristiane Viana recepcionaram o professor.

Os pesquisadores discutiram sobre requisitos técnicos, curadoria, gestão, governança e sustentabilidade de coleções microbiológicas, em consonância com padrões internacionais. O professor Nelson Lima aproveitou a viagem para divulgar a Conferência Internacional “Novas Tendências em Identificação Microbiana”, que será realizada de 14 a 17 de abril, em Belo Horizonte.

O evento, em celebração aos 30 anos da Micoteca da Universidade do Minho, reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir avanços em metodologias e tecnologias aplicadas à identificação microbiana. A EPAMIG é uma das organizadoras.

Troca de Conhecimentos

Em outubro de 2025, os pesquisadores da EPAMIG Daniel Arantes e Cristiane Viana, além de Fabiana Aparecida Couto, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), estiveram em Portugal, para atividades técnicas e científicas junto à Micoteca da Universidade do Minho, referência internacional na preservação e gestão de microrganismos.

“Uma coleção estruturada não é apenas um repositório biológico. Ela viabiliza inovação tecnológica, fortalecendo cadeias produtivas. Ter diretrizes robustas para a construção da coleção, aproveitando a experiência internacional, é essencial para o sucesso na preservação do patrimônio genético e na geração de soluções tecnológicas para o setor de queijos artesanais,” avalia Daniel Arantes.

Rede de Cooperação

O projeto de pesquisa foi desenvolvido no âmbito da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos Artesanais (RMQA) e conta com a parceria de pesquisadores dos institutos federais de Minas Gerais (IFMG) e do Sul de Minas, das universidades federais de Minas Gerais (UFMG), Viçosa (UFV), São João del-Rei (UFSJ), Lavras (UFLA), Vales Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), da Unimontes, Unifor, Ital (SP) e Universidade do Minho (Portugal).

A proposta, que tem como objetivo a estruturação de uma Coleção Microbiológica dos Queijos Artesanais Mineiros (CMQAM), reunirá microrganismos do fermento natural conhecido como pingo, essencial para a produção tradicional desses queijos, além de avaliar fatores como conservação dos materiais e maturação dos queijos.