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EPAMIG difunde novos resultados do projeto de validação de novas cultivares de café

EPAMIG difunde novos resultados do projeto de validação de novas cultivares de café

Encontros em diferentes municípios mineiros reuniram mais de 2000 participantes em 2026

(Belo Horizonte – 16/6/2026) O projeto que avalia o desempenho de novas cultivares de café para Minas Gerais entra no terceiro ano de colheita das Unidades Demonstrativas, implantadas em diferentes regiões do Estado.

Entre março e junho de 2026, pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) e da Embrapa Café, responsáveis pelo trabalho, promoveram, 18 dias de campo, que reuniram cerca de 2200 participantes, em propriedades parceiras de diversos municípios mineiros.

“O objetivo dos trabalhos é apresentar as novas cultivares para os produtores e, ao mesmo tempo, avaliar o desempenho delas em diversas regiões produtoras de Minas Gerais”, informa o pesquisador da EPAMIG Vinícius Teixeira Andrade, que acrescenta:

“Estamos no terceiro ano de dias de campo, com duas colheitas já processadas, o que aumenta a confiabilidade dos dados. E temos mais duas safras, a atual e a do próximo ano, para avaliar a produtividade e a qualidade da bebida”.

A proposta

O projeto “Validação de cultivares de cafeeiros e transferência de tecnologias para as regiões cafeeiras de Minas Gerais”, conta o apoio financeiro da Fapemig/ Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), do Consórcio de Pesquisa do Café, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do INCT Café.

O plantio das primeiras áreas teve início no final de 2021. Desde então, são mais de 100 unidades demonstrativas em todas as regiões de Minas Gerais. Em 2026, mais 25 novas áreas serão implementadas.

“Esse é um projeto dinâmico. Minas Gerais como um todo produz café, mas há diversas cafeiculturas pelo Estado. A escolha correta das cultivares influencia diretamente nos resultados da lavoura. A proposta do trabalho é auxiliar o produtor e facilitar este processo”, afirma Vinícius Andrade.

O pesquisador destaca que até a última década, a maioria das lavouras eram compostas por cultivares do grupo Catuaí, desenvolvidas a partir da década de 1960. Apesar do surgimento de cultivares, mais produtivas e resistentes a doenças, como a ferrugem, que ameaçou a cafeicultura brasileira na década de 1970.

“Atualmente, são 128 cultivares de café registradas no Brasil, 23 pela EPAMIG. O melhoramento genético é a tecnologia mais barata e fácil de ser utilizada, basta o produtor plantar a semente. E é isso que buscamos difundir com esse trabalho”.

Esses trabalhos para a adoção das novas cultivares tiveram início em 2016 com um projeto implementado na região do Cerrado Mineiro. Àquela época, 80% da cafeicultura regional era composta por cultivares antigas. Após a implantação de Unidades Demonstrativas e difusão dos resultados, os números se inverteram e, atualmente, 80% lavouras da região são plantadas com cultivares desenvolvidas mais recentemente.

O sucesso desta ação baseou a proposta do trabalho estadual, que avalia 16 cultivares, em relação a produtividade, adaptabilidade, manejo, qualidade de bebida, além de promover dias de campo para acompanhar a evolução dos trabalhos e discutir temas pertinentes à cafeicultura atual, aspecto identificado como prioritário no Diagnóstico das Cadeias Agropecuárias de Minas Gerais.

A fase final dos trabalhos prevê a entrega de um aplicativo, que auxilie o produtor na escolha assertiva de cultivares adequadas a sua região e aos seus objetivos.