Ações multissetoriais em Ecofisiologia Digital vão estimar vigor e produtividade com base em Agricultura de Precisão

(Lavras – 25/6/2026) A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) inaugurou na quinta-feira, 25 de junho, em Lavras, o Laboratório de Ecofisiologia Digital.
A ecofisiologia pesquisa como as plantas interagem com o ambiente ao seu redor. Ao entender como fatores como luz, água, temperatura, solo, nutrição, pragas e doenças afetam processos vitais, é possível otimizar o manejo da lavoura, maximizar a fotossíntese e direcionar energia para a produção de grãos e frutos.
O Laboratório vai monitorar as condições hídricas e fitossanitárias de plantas e grãos, estimar vigor e produtividade, além de apoiar a fenotipagem e o desenvolvimento de materiais genéticos melhorados, com elevado desempenho produtivo e maior resistência a estresses e doenças.
“O Laboratório foi pensado para agregar e dar uma identidade a essa nova fase de pesquisa da EPAMIG, que é a agricultura digital. Os aparelhos facilitam a tomada de dados com precisão e ajudam a refinar a nossa pesquisa em diferentes áreas”, avalia o pesquisador e coordenador do espaço Cesar Botelho.
Os dados vão permitir maximizar a produtividade por meio de práticas agrícolas precisas, baseadas em metodologias e processos baseados em modelos matemáticos, estatísticos e algoritmos avançados de Inteligência Artificial.
As pesquisas auxiliarão, por exemplo, no Melhoramento Genético e em práticas de manejo que ajudem a planta a suportar temperaturas extremas, secas, solos pobres ou infestações de pragas e doenças, a fim de minimizar eventos relacionados a estresses como às mudanças climáticas.
“A partir de um projeto grande sobre cultivares de café, aprovado no edital 040 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) fomos adquirindo equipamentos de apoio ao programa de melhoramento genético na identificação de plantas e progênies de café resilientes para o enfrentamento das mudanças climáticas”, relembra Cesar Botelho.
‘Os cafeicultores têm sofrido com intempéries e essa é uma resposta que temos que dar ao setor. E esse refinamento não é só para a cafeicultura”, completa.
Recursos e estrutura
As pesquisas vão avaliar, ainda, se práticas de manejo e biofortificação promovem ganhos no desempenho fisiológico das plantas e se melhoram o comportamento sob estresse. Outra vertente, vai acompanhar o desempenho das plantas em campo por meio de drones e sensores de campo.
“Entre os trabalhos temos um aplicativo já registrado, que vem sendo testado com os agricultores”. conta a pesquisadora Margarete Volpato. Chamado Regador, o aplicativo mapeia áreas de café com base em dados de georreferenciamento e imagens de satélites para determinar se as plantas estão ou não com falta de água.
O Laboratório possui uma estrutura de 20 m2 e conta com equipamentos, como drones, espectrômetro, scanner de raízes, dentre outros, que totalizam R$1.426.500,00, adquiridos com recursos de fontes financiadoras como Fapemig e CNPq/INCT Café.
Na mesma ocasião, também foi inaugurado o Laboratório de Extração de Óleo do Café.







