Diretriz
Fortalecer a agricultura regenerativa, a biodiversidade e o manejo sustentável dos recursos naturais, reduzindo a dependência de insumos químicos e os impactos ambientais, para ampliar a eficiência produtiva, a segurança alimentar, a resiliência dos territórios e consolidar a transição agroecológica em bases sustentáveis e competitivas.
a) Agricultura Regenerativa: desenvolver e aplicar técnicas de agricultura regenerativa em diferentes sistemas produtivos, visando quantificar e qualificar os serviços ecossistêmicos;
b) Bioinsumos: desenvolver e validar bioinsumos, como biofertilizantes e agentes biológicos e promover tecnologias para a redução do uso de insumos químicos, contribuindo para a transição agroecológica;
c) Manejo Agroecológico de Pragas, Doenças e Plantas Espontâneas: desenvolver estratégias de manejo fitossanitário, com foco em práticas agroecológicas integradas;
d) Sistemas de Cultivos Agroecológicos e Orgânicos: desenvolver tecnologias para o manejo sustentável de solo, água, pragas e doenças em sistemas orgânicos e agro- ecológicos e para a integração rural-urbana, como hortas urbanas e periurbanas;
e) Tecnologias Digitais na Agroecologia: utilizar estratégias e ferramentas digitais e de inteligência artificial para monitoramento e atuação em sistemas produtivos;
f) Avaliação de Resultados Sociais, Econômicos e Ambientais: adaptar metodologias de pesquisa, identificar indicadores, realizar monitoramento e avaliações econômicas, sociais e ambientais de sistemas de produção agroecológicos e orgânicos, assim como desenvolver metodologias participativas e integradas que subsidiem políticas públicas, promovam a segurança alimentar e fortaleçam a agricultura familiar e os territórios rurais;
g) Bancos de Sementes Crioulas: criar, avaliar, manter e fortalecer bancos comunitários e institucionais de sementes crioulas, preservando a biodiversidade e as variedades tradicionais adaptadas às condições locais, valorizando os saberes culturais associados.
h) Sistemas Apícolas Sustentáveis: desenvolver e aprimorar sistemas apícolas sustentáveis integrados a paisagens agrícolas diversificadas, promovendo conservação da biodiversidade, bem-estar das colônias, serviços ecossistêmicos de polinização, adaptação climática e redução de insumos químicos, além da produção qualificada de mel e demais produtos apícolas com identidade territorial e integração com sistemas orgânicos, Sistemas Agroflorestais (SAFs) e agricultura familiar.